12/03/2026

Migrando, organizando e respirando

Confesso que transferir tudo do antigo blog pra cá me deu um certo alívio! Também me deu um certo alívio dividir minhas redes sociais em duas. Eu estava de saco cheio, para dizer a verdade, de gente que me seguia e parava de seguir dezenas de vezes. Com a conta pessoal privada, isso ainda acontece, mas deixo o pedido de amizade mofando lá, enquanto na conta aberta eu não me preocupo com isso.

Por mais que haja coisas que ainda me incomodem no Instagram, deixar de me sentir incomodada faz com que eu o use menos. Tenho uma pasta de fotos para publicar e não me importo muito com elas  falo no sentido de publicar. Aqui é a mesma coisa. Enquanto escrevo isso, faz algumas horas que escrevi no meu antigo blog que estaria migrando pra cá e sinceramente, não sei se as pessoas vão me seguir em um novo blog pela segunda vez. Sendo bem franca, eu não posso obrigar ninguém a nada (e nem devo), ao mesmo tempo em que também não posso me obrigar a nada.

Por vezes acho que me explico demais, mas acredito que o propósito seja esse mesmo: escrevo primeiramente para mim mesma e depois para os outros. - Na realidade, não quero influenciar ninguém a nada, mas por algum motivo, eu precisava separar as coisas. Lembrar que eu tinha esse blog nessa conta que fiz há dez anos, meio que me deu um clique na mente.

Talvez daqui a um ano eu não me importe mais com o blog, mas no momento, é a única atividade que tenho como hobby, já que não consigo desenhar, tampouco fotografar. Escrever, colocar as emoções para fora, organizar pensamentos  tudo isso acaba funcionando como uma forma de respirar um pouco melhor no meio do caos do dia a dia.

Então, no fim das contas, talvez seja só isso mesmo: um espaço. Um lugar onde eu posso registrar o que penso, o que sinto e o que muda com o tempo. Se alguém vier junto nessa mudança, ótimo. Se não vier, tudo bem também, porque antes de qualquer outra coisa, esse espaço continua sendo meu.

11/03/2026

Deve ser apenas o cansaço...

 Eu estou cansada. Cansada de muitas coisas.

Cansada, às vezes, até de não conseguir respirar direito.Hoje é um daqueles dias em que tudo parece pesado, nada funciona como deveria e eu não consigo me acalmar. A sensação é de que a mente não para um segundo, enquanto o corpo só quer desligar de tudo.Por um momento, eu só quis deletar tudo e sumir, apagar as redes, fechar as páginas, desaparecer um pouco do mundo! Mas então pensei: talvez eu só precise fazer outra coisa, algo simples que me afaste, mesmo que por alguns minutos do que está me sufocando.

E é por isso que estou aqui escrevendo.

Escrevendo quase freneticamente, enquanto ouço músicas que eu gosto, como se cada palavra fosse uma pequena tentativa de colocar as coisas para fora da cabeça e deixá-las existir em algum outro lugar que não seja só dentro de mim.Há dias em que eu mesma não me aguento,dias em que a tristeza aparece sem pedir licença, dias em que a dor de cabeça (como hoje) parece consumir toda a energia que eu ainda tenho.Nesses dias, tudo o que consigo fazer é ficar olhando para o nada, tentando organizar pensamentos que nem sempre fazem muito sentido.

Eu não quero desistir de mim, de verdade, não quero.Mas existem dias em que a vontade aparece, mesmo que seja só por alguns segundos, talvez seja justamente por isso que eu criei este espaço.Ele ainda não tem totalmente a minha identidade visual,não está perfeito, nem bonito como eu imagino que poderia ser um dia. Mas  por enquanto, isso não importa tanto, porque este lugar não precisa ser perfeito, ele só precisa existir.

Um pequeno espaço onde eu possa escrever, desabafar, registrar pequenas coisas do dia ou simplesmente me afastar um pouco do que me incomoda. Um lugar silencioso, onde as palavras podem sair sem muita pressão.

Talvez ninguém leia.
Talvez poucas pessoas encontrem estas páginas perdidas na internet.

Mas  de certa forma, isso também está tudo bem.No fundo, eu acho que criei este espaço porque precisava de um lugar para respirar um pouco melhor.E  neste momento, escrever já parece um começo.

09/03/2026

Um Texto, um Respiro: Sobre apoio, cura e escrever sem medo

 Eu não sei se este texto é adequado para este blog ou para o blog de diário. Deixo o diário para coisas pesadas, não sou duas pessoas, mas não quero ficar me policiando e escolhendo o que escrever, eu apenas escrevo e divido em dois!Hoje vou tentar ir ao cinema, queria ter ido ontem, mas, além da crise de ansiedade ter me impedido de almoçar fora, me impediu de fazer qualquer coisa que valesse.

Eu sou muito grata por ter suporte emocional aqui dentro de casa, sofri muitas violências que não cabem aqui (era para eu ter escrito aqui, mas só consegui, malemá, escrever no meu diário virtual). Após relacionamentos abusivos, estou com alguém que é meu companheiro, não apenas marido.Falam que capricornianos são frios, são nada! Rabugentos, sim, mas frios… aí depende da pessoa que os cativa (˶ᵔ ᵕ ᵔ˶) ‹𝟹.

Estou naquela de  além de acumular rascunhos (que organizei alguns para publicações programadas, assim eles não ficam abandonados na minha gaveta virtual), escrever naquela lógica de “escrevo porque quero, lê quem quer”, assim não fico pisando em ovos dentro da minha mente e não me calo!Ontem não foi dia de celebrar, as estatísticas estão aí, mas  para além de sempre lembrar sobre elas, devemos lembrar que não devemos perpetuar a violência cometida conosco, pois aprendemos muitas vezes que a violência é lar, porque vem de dentro do lar.

Ainda bem que hoje a terapia é algo mais acessível, que grupos de apoio para mulheres sem fins lucrativos encaminham mulheres para bons profissionais. Que negligência não é sinal de força; trabalhar as fragilidades, sim. Pois, como uma sobrevivente de violência s*, sei que a gente tem que juntar nossos pedaços muitas vezes sozinhas e estou arrancando forças para compartilhar o prelúdio disso aqui no blog.

Seja seu relacionamento heteronormativo ou não, ficar onde te vilanizam e te abusam é um ato de sobrevivência. Não é tão fácil sair como foi fácil entrar, sei que encontrar um apoio seguro não é fácil, pessoas são corruptas. Nem sempre uma mulher vai te dar apoio, pois muitas aprendem a ser machistas. Nem sempre um profissional de saúde mental vai ouvir e sanar suas demandas de forma adequada.

Mas quero que saibam: quando a gente aprende o que é saudável, aprendemos o que é apoio de verdade. Percebemos quando um profissional nos acolhe de verdade, abrimos espaço para relacionamentos saudáveis  e não falo apenas de relacionamentos amorosos, falo de qualquer relacionamento.

E não se esqueçam: um dia de cada vez, pois também não é fácil sair de um modo de sobrevivência disfuncional.

Cuidem-se e se eu for ao cinema, eu conto como foi!

Abraços
-Mah

06/03/2026

Azeitona ❤︎⋆˙⟡

É a nossa criança mais velha, beira já seus 15 anos, mas com atitude e disposição de filhote. Mas ela já está sentindo os anos nas patinhas. Foi mãe de quatro, já morou em três cidades diferentes e arranca suspiros por onde passa. Pensa numa doguinha simpática! Hoje, 27/02/2026, escrevo sobre ela e nem parece que faz muito tempo que está conosco!

Ela foi abandonada esperando cria na frente de um pet shop,estava há dias esperando seu dono voltar. O acaso num sábado à noite, fez com que a encontrássemos  e ela nos adotasse. Levamos ela mesmo sem poder de ônibus para casa, enrolada em uma cobertinha. Ela aceitou de bom grado, sempre meiga e carinhosa. Fizemos anúncio no Facebook para saber se era de alguém, mas ninguém se apresentou. Chamamos um veterinário e ele disse que ela já tinha seus 3 anos de idade.

Todas as casas que alugamos pensamos nela, ela gosta de um quintal grande para correr, um canteiro de plantas para cavar. Nosso neném tem medo da chuva. Escrevo isso porque nossa pretinha está ficando velinha, nossa companheira que já sofreu tentativa de envenenamento por vizinhos, nossa porpeta brincalhona. Hoje ela não está muito bem e isso aperta meu coração. Ela já teve câncer. Minha companheira de deitadas no quintal está envelhecendo, tem barba branca e nem late mais. Ela ama andar de carro...

Quero celebrar minha gostosa em vida, e é por isso que escrevo este texto: para não me esquecer de mostrar a vocês o quanto de amor ela nos doou, da maneira dela  e sempre foi bem recebido. Da galinha Clotilde que ela tanto amava e do macaco Caco, que dorme com ela todas as noites! Não gerei filhos, mas não posso negar que amor não me faltou dos filhos de quatro patas que adotei! Escolhi o nome porque gosto muito de azeitonas e achei que ela tinha cara de tal. Era miudinha para mim, tão pequenininha (para mim). Hoje não enxerga muito bem e mal ouve, mas sabe lamber, mesmo lhe faltando alguns dentes ela pede ossinho.

Deixo aqui meu amor por ela, que tantas vezes latiu na minha janela e não parou enquanto eu não falasse bom dia. Já fiquei brava com ela algumas vezes, porque já foi travessa, mas quando ela sorri (sim, ela sabe sorrir), isso me aquece o peito. Minha velhota que ama beijo na testa, que já me viu chorar tantas vezes e me fez rir tantas outras… amo muito você. 

05/03/2026

Talvez eu só precisasse escrever

Eu nem ia aparecer por aqui. Pretendia escrever algo quando estivesse mais inspirada, mas não me canso de dizer: blog é para a gente escrever o que e quando a gente bem entende! O meu diário virtual tem me ajudado com isso. Quando o fiz mês passado, era para desabafar enquanto eu não encontrasse um novo psicólogo/psiquiatra. Mas o que me surpreendeu é que estou escrevendo para além disso: estou escrevendo para mim mesma, de certa maneira, sobre assuntos que enquanto escrevo, acabo refletindo.

Isso é o mais rico entre blogar e ter uma rede social. Na rede social, eu tento me expressar de outra forma, de uma certa maneira visualmente, mas isso me limita um pouco (ainda mais que fechei meu perfil pessoal e, no do blog, não posto tantas coisas do meu universo íntimo). Mas aqui, independente do blog em que estou escrevendo, há uma liberdade e no fim, estou conseguindo o que vim buscar aqui: estreitar fronteiras .

Aqui não sou muito específica como no meu diário. Não que eu me sinta mal em escrever aqui estou aprendendo a não ficar tão ansiosa escrevendo, como falei neste post aqui. Mas são mais coisas que eu queria ter lido quando eu tinha blog e o público era todo alternativo. Li esses dias que tu tens que ter posicionamento. Não é necessário, mas quando algo te desagrada, tu tem que falar  e eu concordo. Tu acaba perdendo coisas no meio do caminho, mas o que a gente aprende quando só vê o lado bom das coisas? Acho que a gente se força a permanecer onde já não cabe mais.

Estou deixando ambos os Instagrams confortáveis. É a única rede social que transito (e não fico   muito). Consegui encontrar meninas/mulheres que mais se assemelham comigo, até contas que eu seguia anos atrás e acabei perdendo junto com a minha conta pessoal anterior. Estou tentando ter uma convivência saudável com a rede e tem funcionado um pouco.

Enfim. É apenas um texto curto na hora do meu almoço.

Espero que o fim de semana de todos vocês seja ótimo, leve e produtivo na medida do possível. Que vocês façam suas coisinhas e que isso traga paz para vocês.

Um abraço enorme
-Mah

Meme daqui

04/03/2026

Como é viver um show sendo introvertida

Em cada momento que saio de casa para ir a um show, é uma emoção grande vivenciar a arte de quem admiro e que moldou meu estilo e essência. Mas também há uma ansiedade silenciosa que só quem é introvertidx conhece bem. Estar em um show deveria ser pura emoção, vivenciando a energia do local de forma intensa e intimista, mas, para mim, cada aplauso, cada grito ao redor é uma mistura de alegria e tensão. Neste relato, quero compartilhar como é vivenciar um espetáculo ao vivo quando seu lugar natural é mais nos bastidores do que no meio da multidão, entre sentimentos intensos que se misturam à necessidade constante de encontrar um refúgio no caos.


Minha ansiedade já começa durante o anúncio do evento, seja ele um cover em um bar, uma banda autoral pequena ou uma banda de calibre maior. A reação é sempre a mesma: a vontade de ir e a desistência, antes mesmo de estar com os ingressos em mãos. É complicado, pois o introvertido não é antissocial, mas a interação humana prolongada causa certo desgaste, o que nos deixa em casa por no mínimo, um mês.

As emoções invadem nossa mente; pensamos mil coisas e por vezes, não queremos pensar nada, apenas para manter a mente vazia. Mas sair é sempre um desafio para mim: há estímulos sensoriais que me incomodam bastante. Para mim, sair envolve um planejamento antecipadíssimo, ainda bem que datas de shows maiores são anunciadas com antecedência, assim posso me programar e trabalhar o emocional.


Há dias em que não quero contato humano. Estou tão desgastada que apenas o corpo está presente. Lugares cheios me causam uma tremenda ansiedade e por isso, assistir a shows é uma experiência dual para mim. A luz do palco mistura-se com o cheiro do público, enquanto o som ecoa. Cada aplauso me atinge como um tapa leve, excitante e desgastante ao mesmo tempo. Cada empurrão da multidão me lembra que estou fora da minha zona de conforto; eu acabo me autoprotegendo e me encolhendo muitas vezes no meio das pessoas.

Se o show tem mais de uma hora, é como se meu corpo desligasse e ficasse ali inerte e avulso as coisas.Se eu possuo grana pra comprar camarote, eu compro.É como vivenciar a experiência com mais tranquilidade e poder sentar uma vez ou outra, é como tranquilizar a minha ansiedade e respirar com mais fluidez e menos afobação.Gosto de sair de casa, mas tem que ser tudo bem planejado, para que minha experiência não seja incompleta e eu estrague meu próprio dia.Mas assumo: a melhor parte é chegar em casa.


03/03/2026

Se me der vontade, eu posto (Para quem gosta das minhas viagens)

 Acredito que blogar seja mais sobre se divertir do que qualquer outra coisa. Estou em horário de almoço e estou aqui escrevendo. Eu meio que perdi aquela coisa de me divertir fazendo certas coisas. Eu tenho vários rascunhos e fico implicando comigo: “Mas as pessoas vão ler isso? Eu vou ficar postando todo santo dia?”. Antigamente, eu não tinha tamanha cobrança com isso. Por vezes, eu postava mais de uma vez por dia. Disse, em postagens atrás, que as postagens seriam espaçadas e eu estou aqui escrevendo. Nem é sobre se contradizer, mas quando escrevi a postagem passada eu o fiz pensando: “Não quero encher quem lê isso aqui de conteúdo”. Aí eu lembro que não estou no Instagram e que aqui não tem algoritmo, que se as pessoas me seguem, é porque se identificam de alguma forma com o que eu escrevo. Estou reaprendendo a relaxar.

Quando fiz um Instagram para o blog, foi, além de conhecer pessoas semelhantes, para me divertir “criando” conteúdo. Não tenho pretensão nenhuma de crescer, por isso posto ali quando dá na telha e o que eu quero postar. Não sei se estou escrevendo isso para alguém que precisa ler, mas certas coisas na nossa vida precisam, de fato, ser divertidas, não obrigatórias! Se senti vontade de postar aqui, que eu o faça. E o meu diário virtual, feito mês passado, tem me ajudado com isso. Se eu ficar esperando apenas coisas legais na minha vida para postar, vou acumular ainda mais rascunhos.

Tenho rascunho que fala dos meus pets, da minha evolução no que diz respeito à minha aparência, compra de quinquilharias e acredito que acima de tudo, por mais que eu tenha um espaço público onde pessoas me acompanham, tenho que me divertir. Eu às vezes, esqueço que tive blogs que ninguém lia e eu amava postar mesmo assim (◔_◔). Como vou esperar a vida acontecer para postar, sendo que ela JÁ ESTÁ acontecendo?! Acho que seria injusto comigo mesma.

Eu sinceramente não sei por que estou tão reflexiva a respeito dessas questões. Talvez seja por conta de uma postagem que escrevi mês passado (mais um rascunho), sobre a época em que tive meu primeiro blog... Então, vou tentar falar um pouco do meu dia:

02/03/2026

Essência em tempos de rede social


Eu tenho cerca de dez rascunhos para postar, mas essa postagem não foi programada, e sei que é cedo (já que publiquei algo ontem) para postar qualquer coisa . Eu poderia escrever isso no meu diário virtual, mas acredito que este texto se encaixa mais aqui. Meu diário é mais para reflexões pesadas.Estou aqui novamente com o dilema de fechar meu Instagram pessoal. Escrevi um texto sobre ter saudades da Marcela que fui aos 31 anos  aquela que não tinha medo e que apenas era. Quando foi que a gente deixou o medo dominar? Não falo de forma geral, mas de nós, que somos mais reservados.

Será que os fantasmas do bullying ainda andam nos assombrando, a ponto de querermos ser anônimos? Porque muitos têm a capacidade de falar de detalhes tão pessoais, mas sem mostrar o rosto. Sei que a vida precisa de um pouco de reserva, mas tive um stalker, e bem… isso me traumatizou bastante, mesmo sendo reservada e low profile (algo que não sou tanto hoje em dia).Não estou aqui para atacar quem tem seus cantos virtuais (independente da plataforma) sem mostrar o rosto. Mas eu me pergunto: quando foi que a gente começou a ter medo?

Quando foi que ficamos com medo de compartilhar partes inofensivas do nosso mundo? Quando foi que ficamos com tanto medo de ser julgados? Às vezes navego em blogs que já estão sem atualizações há uma década, e fico maravilhada com a naturalidade com que as pessoas postavam suas coisinhas. E o mais interessante: a maioria sem expor de forma exagerada suas vidas.

Essa reflexão me causa um certo incômodo, não por conta do outro, repito, eu respeito e não estou aqui para impor nada, mas porque me pergunto quando foi que deixamos para trás essa coisa quase inocente de compartilhar a vida sem ser performático? O problema não é ter rede social, é o que a gente consome nela. A gente acaba se comparando, e isso é tão injusto com a gente.

01/03/2026

O cansaço rouba a criatividade

Fiz uma menção no meu antigo blog sobre como por conta dos cosplayes de J-Rock  lá no fotolog, acabou me inspirando em muitos aspectos! Ver perfis como o da Anne, Sinistra, Lua Morales , Akasha Lincourt (cara, como a gente trocava ideia ) e a Emily (gente eu não lembro o nome dela completo, mas ela fazia um cosplay da Alice no País das Maravilhas e fazia manipulações no PS divinas pra época) na mesma plataforma, me era muito inspirador! Eu passava as horas que eu ficava sozinha em casa  estudando e criando ideias para fotografar meus amigos, me arriscava com autorretrato e aprendia de forma pratica (e limitada) sobre fotografias e manipulação de imagens, o período entre 2004 - 2016 foi bem empolgante nesse aspecto! O Viona-art , Deviantart e o Olhares.com também me trouxeram muitas inspirações. 

Se eu falar que eu não lembro mais como se faz as coisas, ninguém acreditaria. Eu não usava o PS, minha amiga copiou o dela para mim e mesmo fazendo curso básico, meu pc da Xuxa não aguentava o tranco, então, eu usava o Fireworks para fazer edições  (tratamento e manipulação de imagens) e olha, eu me divertia MUITO aprendendo e isso me rendeu algumas coisas. Como ganhar um concurso da Revista Glamour, participar de outro da Melissa e algumas encomendas de edição de imagens, esse terceiro tópico eu penso: WHY??? -pois minhas edições eram bem over, mas fazia jus a estética gótica/alternativa do começo dos anos 2000.

Fiz um curso de fotografia em 2014, após anos aprendendo por conta e com o que eu tinha disponível, mas a vida adulta cobra, o dia só tem 24 hras e eu tinha um Flickr com fotografias jurássicas e que atualiza-lo me rendia tempo livre para fotografar no qual eu não possuía mais! Fora que acabei deletando alguns retratos dos meus arquivos pessoais, por vários motivos, seja de saúde mental ou por não me achar apta mais para fazer tais coisas e achar tudo aquilo uma porcaria. Para falar a verdade, deixei muitas coisas que gosto para trás, por cansaço, falta de apoio e por ter lembranças que me engatilhavam sentimentos péssimos sobre a minha arte. O meu lugar favorito de fotografar foi o Parque Ecológico da região onde nasci e um vagão de trem abandonado, não falo apenas do resultado, mas quase todas as sessões eram divertidas e trazem boas lembranças. Eu espero retomar as coisas aos poucos e estou buscando motivação para tal, tudo devagar e no meu tempo, mas de fato o cansaço rouba um pouco o nosso brilho e recomeçar nunca será do mesmo jeito que fora no passado.