12/03/2026

Migrando, organizando e respirando

Confesso que transferir tudo do antigo blog pra cá me deu um certo alívio! Também me deu um certo alívio dividir minhas redes sociais em duas. Eu estava de saco cheio, para dizer a verdade, de gente que me seguia e parava de seguir dezenas de vezes. Com a conta pessoal privada, isso ainda acontece, mas deixo o pedido de amizade mofando lá, enquanto na conta aberta eu não me preocupo com isso.

Por mais que haja coisas que ainda me incomodem no Instagram, deixar de me sentir incomodada faz com que eu o use menos. Tenho uma pasta de fotos para publicar e não me importo muito com elas  falo no sentido de publicar. Aqui é a mesma coisa. Enquanto escrevo isso, faz algumas horas que escrevi no meu antigo blog que estaria migrando pra cá e sinceramente, não sei se as pessoas vão me seguir em um novo blog pela segunda vez. Sendo bem franca, eu não posso obrigar ninguém a nada (e nem devo), ao mesmo tempo em que também não posso me obrigar a nada.

Por vezes acho que me explico demais, mas acredito que o propósito seja esse mesmo: escrevo primeiramente para mim mesma e depois para os outros. - Na realidade, não quero influenciar ninguém a nada, mas por algum motivo, eu precisava separar as coisas. Lembrar que eu tinha esse blog nessa conta que fiz há dez anos, meio que me deu um clique na mente.

Talvez daqui a um ano eu não me importe mais com o blog, mas no momento, é a única atividade que tenho como hobby, já que não consigo desenhar, tampouco fotografar. Escrever, colocar as emoções para fora, organizar pensamentos  tudo isso acaba funcionando como uma forma de respirar um pouco melhor no meio do caos do dia a dia.

Então, no fim das contas, talvez seja só isso mesmo: um espaço. Um lugar onde eu posso registrar o que penso, o que sinto e o que muda com o tempo. Se alguém vier junto nessa mudança, ótimo. Se não vier, tudo bem também, porque antes de qualquer outra coisa, esse espaço continua sendo meu.

11/03/2026

Deve ser apenas o cansaço...

 Eu estou cansada. Cansada de muitas coisas.

Cansada, às vezes, até de não conseguir respirar direito.Hoje é um daqueles dias em que tudo parece pesado, nada funciona como deveria e eu não consigo me acalmar. A sensação é de que a mente não para um segundo, enquanto o corpo só quer desligar de tudo.Por um momento, eu só quis deletar tudo e sumir, apagar as redes, fechar as páginas, desaparecer um pouco do mundo! Mas então pensei: talvez eu só precise fazer outra coisa, algo simples que me afaste, mesmo que por alguns minutos do que está me sufocando.

E é por isso que estou aqui escrevendo.

Escrevendo quase freneticamente, enquanto ouço músicas que eu gosto, como se cada palavra fosse uma pequena tentativa de colocar as coisas para fora da cabeça e deixá-las existir em algum outro lugar que não seja só dentro de mim.Há dias em que eu mesma não me aguento,dias em que a tristeza aparece sem pedir licença, dias em que a dor de cabeça (como hoje) parece consumir toda a energia que eu ainda tenho.Nesses dias, tudo o que consigo fazer é ficar olhando para o nada, tentando organizar pensamentos que nem sempre fazem muito sentido.

Eu não quero desistir de mim, de verdade, não quero.Mas existem dias em que a vontade aparece, mesmo que seja só por alguns segundos, talvez seja justamente por isso que eu criei este espaço.Ele ainda não tem totalmente a minha identidade visual,não está perfeito, nem bonito como eu imagino que poderia ser um dia. Mas  por enquanto, isso não importa tanto, porque este lugar não precisa ser perfeito, ele só precisa existir.

Um pequeno espaço onde eu possa escrever, desabafar, registrar pequenas coisas do dia ou simplesmente me afastar um pouco do que me incomoda. Um lugar silencioso, onde as palavras podem sair sem muita pressão.

Talvez ninguém leia.
Talvez poucas pessoas encontrem estas páginas perdidas na internet.

Mas  de certa forma, isso também está tudo bem.No fundo, eu acho que criei este espaço porque precisava de um lugar para respirar um pouco melhor.E  neste momento, escrever já parece um começo.

09/03/2026

Um Texto, um Respiro: Sobre apoio, cura e escrever sem medo

 Eu não sei se este texto é adequado para este blog ou para o blog de diário. Deixo o diário para coisas pesadas, não sou duas pessoas, mas não quero ficar me policiando e escolhendo o que escrever, eu apenas escrevo e divido em dois!Hoje vou tentar ir ao cinema, queria ter ido ontem, mas, além da crise de ansiedade ter me impedido de almoçar fora, me impediu de fazer qualquer coisa que valesse.

Eu sou muito grata por ter suporte emocional aqui dentro de casa, sofri muitas violências que não cabem aqui (era para eu ter escrito aqui, mas só consegui, malemá, escrever no meu diário virtual). Após relacionamentos abusivos, estou com alguém que é meu companheiro, não apenas marido.Falam que capricornianos são frios, são nada! Rabugentos, sim, mas frios… aí depende da pessoa que os cativa (˶ᵔ ᵕ ᵔ˶) ‹𝟹.

Estou naquela de  além de acumular rascunhos (que organizei alguns para publicações programadas, assim eles não ficam abandonados na minha gaveta virtual), escrever naquela lógica de “escrevo porque quero, lê quem quer”, assim não fico pisando em ovos dentro da minha mente e não me calo!Ontem não foi dia de celebrar, as estatísticas estão aí, mas  para além de sempre lembrar sobre elas, devemos lembrar que não devemos perpetuar a violência cometida conosco, pois aprendemos muitas vezes que a violência é lar, porque vem de dentro do lar.

Ainda bem que hoje a terapia é algo mais acessível, que grupos de apoio para mulheres sem fins lucrativos encaminham mulheres para bons profissionais. Que negligência não é sinal de força; trabalhar as fragilidades, sim. Pois, como uma sobrevivente de violência s*, sei que a gente tem que juntar nossos pedaços muitas vezes sozinhas e estou arrancando forças para compartilhar o prelúdio disso aqui no blog.

Seja seu relacionamento heteronormativo ou não, ficar onde te vilanizam e te abusam é um ato de sobrevivência. Não é tão fácil sair como foi fácil entrar, sei que encontrar um apoio seguro não é fácil, pessoas são corruptas. Nem sempre uma mulher vai te dar apoio, pois muitas aprendem a ser machistas. Nem sempre um profissional de saúde mental vai ouvir e sanar suas demandas de forma adequada.

Mas quero que saibam: quando a gente aprende o que é saudável, aprendemos o que é apoio de verdade. Percebemos quando um profissional nos acolhe de verdade, abrimos espaço para relacionamentos saudáveis  e não falo apenas de relacionamentos amorosos, falo de qualquer relacionamento.

E não se esqueçam: um dia de cada vez, pois também não é fácil sair de um modo de sobrevivência disfuncional.

Cuidem-se e se eu for ao cinema, eu conto como foi!

Abraços
-Mah

06/03/2026

Azeitona ❤︎⋆˙⟡

É a nossa criança mais velha, beira já seus 15 anos, mas com atitude e disposição de filhote. Mas ela já está sentindo os anos nas patinhas. Foi mãe de quatro, já morou em três cidades diferentes e arranca suspiros por onde passa. Pensa numa doguinha simpática! Hoje, 27/02/2026, escrevo sobre ela e nem parece que faz muito tempo que está conosco!

Ela foi abandonada esperando cria na frente de um pet shop,estava há dias esperando seu dono voltar. O acaso num sábado à noite, fez com que a encontrássemos  e ela nos adotasse. Levamos ela mesmo sem poder de ônibus para casa, enrolada em uma cobertinha. Ela aceitou de bom grado, sempre meiga e carinhosa. Fizemos anúncio no Facebook para saber se era de alguém, mas ninguém se apresentou. Chamamos um veterinário e ele disse que ela já tinha seus 3 anos de idade.

Todas as casas que alugamos pensamos nela, ela gosta de um quintal grande para correr, um canteiro de plantas para cavar. Nosso neném tem medo da chuva. Escrevo isso porque nossa pretinha está ficando velinha, nossa companheira que já sofreu tentativa de envenenamento por vizinhos, nossa porpeta brincalhona. Hoje ela não está muito bem e isso aperta meu coração. Ela já teve câncer. Minha companheira de deitadas no quintal está envelhecendo, tem barba branca e nem late mais. Ela ama andar de carro...

Quero celebrar minha gostosa em vida, e é por isso que escrevo este texto: para não me esquecer de mostrar a vocês o quanto de amor ela nos doou, da maneira dela  e sempre foi bem recebido. Da galinha Clotilde que ela tanto amava e do macaco Caco, que dorme com ela todas as noites! Não gerei filhos, mas não posso negar que amor não me faltou dos filhos de quatro patas que adotei! Escolhi o nome porque gosto muito de azeitonas e achei que ela tinha cara de tal. Era miudinha para mim, tão pequenininha (para mim). Hoje não enxerga muito bem e mal ouve, mas sabe lamber, mesmo lhe faltando alguns dentes ela pede ossinho.

Deixo aqui meu amor por ela, que tantas vezes latiu na minha janela e não parou enquanto eu não falasse bom dia. Já fiquei brava com ela algumas vezes, porque já foi travessa, mas quando ela sorri (sim, ela sabe sorrir), isso me aquece o peito. Minha velhota que ama beijo na testa, que já me viu chorar tantas vezes e me fez rir tantas outras… amo muito você. 

05/03/2026

Talvez eu só precisasse escrever

Eu nem ia aparecer por aqui. Pretendia escrever algo quando estivesse mais inspirada, mas não me canso de dizer: blog é para a gente escrever o que e quando a gente bem entende! O meu diário virtual tem me ajudado com isso. Quando o fiz mês passado, era para desabafar enquanto eu não encontrasse um novo psicólogo/psiquiatra. Mas o que me surpreendeu é que estou escrevendo para além disso: estou escrevendo para mim mesma, de certa maneira, sobre assuntos que enquanto escrevo, acabo refletindo.

Isso é o mais rico entre blogar e ter uma rede social. Na rede social, eu tento me expressar de outra forma, de uma certa maneira visualmente, mas isso me limita um pouco (ainda mais que fechei meu perfil pessoal e, no do blog, não posto tantas coisas do meu universo íntimo). Mas aqui, independente do blog em que estou escrevendo, há uma liberdade e no fim, estou conseguindo o que vim buscar aqui: estreitar fronteiras .

Aqui não sou muito específica como no meu diário. Não que eu me sinta mal em escrever aqui estou aprendendo a não ficar tão ansiosa escrevendo, como falei neste post aqui. Mas são mais coisas que eu queria ter lido quando eu tinha blog e o público era todo alternativo. Li esses dias que tu tens que ter posicionamento. Não é necessário, mas quando algo te desagrada, tu tem que falar  e eu concordo. Tu acaba perdendo coisas no meio do caminho, mas o que a gente aprende quando só vê o lado bom das coisas? Acho que a gente se força a permanecer onde já não cabe mais.

Estou deixando ambos os Instagrams confortáveis. É a única rede social que transito (e não fico   muito). Consegui encontrar meninas/mulheres que mais se assemelham comigo, até contas que eu seguia anos atrás e acabei perdendo junto com a minha conta pessoal anterior. Estou tentando ter uma convivência saudável com a rede e tem funcionado um pouco.

Enfim. É apenas um texto curto na hora do meu almoço.

Espero que o fim de semana de todos vocês seja ótimo, leve e produtivo na medida do possível. Que vocês façam suas coisinhas e que isso traga paz para vocês.

Um abraço enorme
-Mah

Meme daqui

04/03/2026

Como é viver um show sendo introvertida

Em cada momento que saio de casa para ir a um show, é uma emoção grande vivenciar a arte de quem admiro e que moldou meu estilo e essência. Mas também há uma ansiedade silenciosa que só quem é introvertidx conhece bem. Estar em um show deveria ser pura emoção, vivenciando a energia do local de forma intensa e intimista, mas, para mim, cada aplauso, cada grito ao redor é uma mistura de alegria e tensão. Neste relato, quero compartilhar como é vivenciar um espetáculo ao vivo quando seu lugar natural é mais nos bastidores do que no meio da multidão, entre sentimentos intensos que se misturam à necessidade constante de encontrar um refúgio no caos.


Minha ansiedade já começa durante o anúncio do evento, seja ele um cover em um bar, uma banda autoral pequena ou uma banda de calibre maior. A reação é sempre a mesma: a vontade de ir e a desistência, antes mesmo de estar com os ingressos em mãos. É complicado, pois o introvertido não é antissocial, mas a interação humana prolongada causa certo desgaste, o que nos deixa em casa por no mínimo, um mês.

As emoções invadem nossa mente; pensamos mil coisas e por vezes, não queremos pensar nada, apenas para manter a mente vazia. Mas sair é sempre um desafio para mim: há estímulos sensoriais que me incomodam bastante. Para mim, sair envolve um planejamento antecipadíssimo, ainda bem que datas de shows maiores são anunciadas com antecedência, assim posso me programar e trabalhar o emocional.


Há dias em que não quero contato humano. Estou tão desgastada que apenas o corpo está presente. Lugares cheios me causam uma tremenda ansiedade e por isso, assistir a shows é uma experiência dual para mim. A luz do palco mistura-se com o cheiro do público, enquanto o som ecoa. Cada aplauso me atinge como um tapa leve, excitante e desgastante ao mesmo tempo. Cada empurrão da multidão me lembra que estou fora da minha zona de conforto; eu acabo me autoprotegendo e me encolhendo muitas vezes no meio das pessoas.

Se o show tem mais de uma hora, é como se meu corpo desligasse e ficasse ali inerte e avulso as coisas.Se eu possuo grana pra comprar camarote, eu compro.É como vivenciar a experiência com mais tranquilidade e poder sentar uma vez ou outra, é como tranquilizar a minha ansiedade e respirar com mais fluidez e menos afobação.Gosto de sair de casa, mas tem que ser tudo bem planejado, para que minha experiência não seja incompleta e eu estrague meu próprio dia.Mas assumo: a melhor parte é chegar em casa.


03/03/2026

Se me der vontade, eu posto (Para quem gosta das minhas viagens)

 Acredito que blogar seja mais sobre se divertir do que qualquer outra coisa. Estou em horário de almoço e estou aqui escrevendo. Eu meio que perdi aquela coisa de me divertir fazendo certas coisas. Eu tenho vários rascunhos e fico implicando comigo: “Mas as pessoas vão ler isso? Eu vou ficar postando todo santo dia?”. Antigamente, eu não tinha tamanha cobrança com isso. Por vezes, eu postava mais de uma vez por dia. Disse, em postagens atrás, que as postagens seriam espaçadas e eu estou aqui escrevendo. Nem é sobre se contradizer, mas quando escrevi a postagem passada eu o fiz pensando: “Não quero encher quem lê isso aqui de conteúdo”. Aí eu lembro que não estou no Instagram e que aqui não tem algoritmo, que se as pessoas me seguem, é porque se identificam de alguma forma com o que eu escrevo. Estou reaprendendo a relaxar.

Quando fiz um Instagram para o blog, foi, além de conhecer pessoas semelhantes, para me divertir “criando” conteúdo. Não tenho pretensão nenhuma de crescer, por isso posto ali quando dá na telha e o que eu quero postar. Não sei se estou escrevendo isso para alguém que precisa ler, mas certas coisas na nossa vida precisam, de fato, ser divertidas, não obrigatórias! Se senti vontade de postar aqui, que eu o faça. E o meu diário virtual, feito mês passado, tem me ajudado com isso. Se eu ficar esperando apenas coisas legais na minha vida para postar, vou acumular ainda mais rascunhos.

Tenho rascunho que fala dos meus pets, da minha evolução no que diz respeito à minha aparência, compra de quinquilharias e acredito que acima de tudo, por mais que eu tenha um espaço público onde pessoas me acompanham, tenho que me divertir. Eu às vezes, esqueço que tive blogs que ninguém lia e eu amava postar mesmo assim (◔_◔). Como vou esperar a vida acontecer para postar, sendo que ela JÁ ESTÁ acontecendo?! Acho que seria injusto comigo mesma.

Eu sinceramente não sei por que estou tão reflexiva a respeito dessas questões. Talvez seja por conta de uma postagem que escrevi mês passado (mais um rascunho), sobre a época em que tive meu primeiro blog... Então, vou tentar falar um pouco do meu dia:

02/03/2026

Essência em tempos de rede social


Eu tenho cerca de dez rascunhos para postar, mas essa postagem não foi programada, e sei que é cedo (já que publiquei algo ontem) para postar qualquer coisa . Eu poderia escrever isso no meu diário virtual, mas acredito que este texto se encaixa mais aqui. Meu diário é mais para reflexões pesadas.Estou aqui novamente com o dilema de fechar meu Instagram pessoal. Escrevi um texto sobre ter saudades da Marcela que fui aos 31 anos  aquela que não tinha medo e que apenas era. Quando foi que a gente deixou o medo dominar? Não falo de forma geral, mas de nós, que somos mais reservados.

Será que os fantasmas do bullying ainda andam nos assombrando, a ponto de querermos ser anônimos? Porque muitos têm a capacidade de falar de detalhes tão pessoais, mas sem mostrar o rosto. Sei que a vida precisa de um pouco de reserva, mas tive um stalker, e bem… isso me traumatizou bastante, mesmo sendo reservada e low profile (algo que não sou tanto hoje em dia).Não estou aqui para atacar quem tem seus cantos virtuais (independente da plataforma) sem mostrar o rosto. Mas eu me pergunto: quando foi que a gente começou a ter medo?

Quando foi que ficamos com medo de compartilhar partes inofensivas do nosso mundo? Quando foi que ficamos com tanto medo de ser julgados? Às vezes navego em blogs que já estão sem atualizações há uma década, e fico maravilhada com a naturalidade com que as pessoas postavam suas coisinhas. E o mais interessante: a maioria sem expor de forma exagerada suas vidas.

Essa reflexão me causa um certo incômodo, não por conta do outro, repito, eu respeito e não estou aqui para impor nada, mas porque me pergunto quando foi que deixamos para trás essa coisa quase inocente de compartilhar a vida sem ser performático? O problema não é ter rede social, é o que a gente consome nela. A gente acaba se comparando, e isso é tão injusto com a gente.

01/03/2026

O cansaço rouba a criatividade

Fiz uma menção no meu antigo blog sobre como por conta dos cosplayes de J-Rock  lá no fotolog, acabou me inspirando em muitos aspectos! Ver perfis como o da Anne, Sinistra, Lua Morales , Akasha Lincourt (cara, como a gente trocava ideia ) e a Emily (gente eu não lembro o nome dela completo, mas ela fazia um cosplay da Alice no País das Maravilhas e fazia manipulações no PS divinas pra época) na mesma plataforma, me era muito inspirador! Eu passava as horas que eu ficava sozinha em casa  estudando e criando ideias para fotografar meus amigos, me arriscava com autorretrato e aprendia de forma pratica (e limitada) sobre fotografias e manipulação de imagens, o período entre 2004 - 2016 foi bem empolgante nesse aspecto! O Viona-art , Deviantart e o Olhares.com também me trouxeram muitas inspirações. 

Se eu falar que eu não lembro mais como se faz as coisas, ninguém acreditaria. Eu não usava o PS, minha amiga copiou o dela para mim e mesmo fazendo curso básico, meu pc da Xuxa não aguentava o tranco, então, eu usava o Fireworks para fazer edições  (tratamento e manipulação de imagens) e olha, eu me divertia MUITO aprendendo e isso me rendeu algumas coisas. Como ganhar um concurso da Revista Glamour, participar de outro da Melissa e algumas encomendas de edição de imagens, esse terceiro tópico eu penso: WHY??? -pois minhas edições eram bem over, mas fazia jus a estética gótica/alternativa do começo dos anos 2000.

Fiz um curso de fotografia em 2014, após anos aprendendo por conta e com o que eu tinha disponível, mas a vida adulta cobra, o dia só tem 24 hras e eu tinha um Flickr com fotografias jurássicas e que atualiza-lo me rendia tempo livre para fotografar no qual eu não possuía mais! Fora que acabei deletando alguns retratos dos meus arquivos pessoais, por vários motivos, seja de saúde mental ou por não me achar apta mais para fazer tais coisas e achar tudo aquilo uma porcaria. Para falar a verdade, deixei muitas coisas que gosto para trás, por cansaço, falta de apoio e por ter lembranças que me engatilhavam sentimentos péssimos sobre a minha arte. O meu lugar favorito de fotografar foi o Parque Ecológico da região onde nasci e um vagão de trem abandonado, não falo apenas do resultado, mas quase todas as sessões eram divertidas e trazem boas lembranças. Eu espero retomar as coisas aos poucos e estou buscando motivação para tal, tudo devagar e no meu tempo, mas de fato o cansaço rouba um pouco o nosso brilho e recomeçar nunca será do mesmo jeito que fora no passado. 

27/02/2026

Recomeçar Sem Me Suavizar


Enquanto ouço essa playlist, escrevo de forma meio atrasada sobre a mudança no blog ( na verdade, ficou mofando nos rascunhos essa postagem). Eu gostava daquela vibe mais kawaii, mas faltava algo, algo que remetesse a Marcela, e após pensar um pouco, olhei pra figure da Marin Succubus na minha estante e a inspiração veio. Escolhi tons de vermelho, preto e branco, fiz uma logo simples que representasse meu estilo alternativo e confesso que gostei.Eu como tenho dislexia, fiz um layout de diagramação simples (na verdade reaproveitei um que era do outro blog), até para facilitar minha própria leitura.Então não há muitas personalizações de fontes e outros elementos.O template anterior era só provisório, até que este ficasse pronto (assim como este post, eu estava com receio de mudar, mas graças ao post da Amilla,não desisti)

Não sei se decidi ainda se vou escrever sobre alguns temas aqui, como sobre a  minha estadia na clinica e sobre a minha depressão/ansiedade crônicas. Eu não me sinto a vontade para escrever e nem sei se quem me lê se interessa por esse tipo de assunto, no qual eu acho meio pesado. Vou falar sobre os meus dias ruins, mas vou tentar deixar leve, pois a vida é isso. Há dias de sol e dias nublado. Mas voltando sobre a mudança do blog.

Eu sentia falta de escrever como eu gosto de fazer, falar sobre coisas que gosto do meu jeito! Acho que já mencionei aqui, levo uma vida pacata e não sei se ficar fazendo Recaps sobre meu cotidiano seria legal. Não que eu não ache isso interessante (eu gosto de ler em outros blogs), mas seria me expor demais (mesmo se eu tivesse um blog anônimo)! Acredito que por isso, eu tenha findado o Outono Púrpura. Estava faltando algo na minha forma de postar, estava uma lacuna no meu blog que eu não sabia o que era, até decidir recomeçar. Não que eu não fosse verdadeira nas postagens, mas eu estava procurando agradar quem me lia, deixando de lado essa minha atmosfera alternativa mais “sombria” e deixando tudo mais aesthetic. Mesmo eu sendo fotografa amadora, gosto de fotos mais naturais, sabem?!

25/02/2026

Ser gentil comigo

Por vezes pego-me vigilante demais, ansiosa demais e gentil de menos comigo. Como se eu precisasse dar conta de tudo, o tempo todo, sem falhar, sem pausa. Aí eu lembro do café esfriando devagar ao meu lado e da página em branco que não me cobra nada  só me espera. Respiro, diminuo o ritmo, e tento falar comigo com mais carinho. Nem sempre consigo, mas quando consigo, tudo fica um pouco mais leve.

Está mega difícil recomeçar, as cobranças vem e vão, o cansaço sempre está  aqui e permanece por dias. A depressão abocanha toda nossa percepção real de mundo, a gente se compara com o sangue jovem, por vezes acredito que estou atrasada, que perdi bom aproveitamento da minha vida, lembro-me de quem já partiu (jovem) e fico fitando minhas percepções como inimigas, o que deixa tudo meio que amargo!

Fico pensando (e penando pra fazer isso) se fiz escolhas certas, se foi bom eu ter me desfeito de vínculos, laços e ter recomeçado como eu queria fazer...sendo eu mesma, sem fronteira autoimposta!

All the bridges in the world

Won't save you

If there is no other side

To cross to

(...)

Take the world upon your shoulders

And burn, burn, burn, burn, burn

Sempre sou gentil com as pessoas, mesmo que de maneira racional tento ser honesta e esqueço que gentileza também deve ser colocada na minha frente, não pelo outro, mas por eu mesma. Meu primeiro psicólogo disse  que eu carrego o Mundo nas costas, que eu deveria deixar o peso de outras pessoas com elas mesmas e que eu não deveria me massacrar tanto, nunca concordei tanto!Mas é aquela coisa: quando estamos habituados a mecanismos, desacostumar e parar de reproduzir padrões tóxicos, é algo que demanda tempo e cá estou.

21/02/2026

Novos Ritmos, Velhas Curas

É muito interessante como as coisas mudam. Eu tinha uma certa antipatia por K-pop e, agora, estou ouvindo uma playlist. Não entendo nada de "gerações"; já tenho uma certa dificuldade em guardar informações sobre músicas e artistas do nicho que sempre gostei, então imagine agora que estou abrindo mais o meu leque?

No meu finado blog, eu havia falado que gosto de Bi Rain e que fiz uma playlist com sugestões do "GPTreta", até que a Amilla me indicou algumas coisas que eu gostei bastante! O mais legal de envelhecer é que você cria uma certa abertura para o novo, mesmo que o mercado julgue que isso seja para os "xovens". A gente meio que liga o "foda-se" e vai curtindo as coisas de forma mais leve e natural.

O mais interessante na minha vida é que as coisas vêm e vão. Novamente, por conta da depressão, deixei de ser eu mesma: doei muita coisa que fazia parte do meu estilo e, agora, me vejo comprando itens novos. Não falo de consumismo  eu engordei e preciso de roupas que me caibam, mas de comprar peças atemporais, que eu não usarei apenas por modismo.

Acredito que curtir K-pop também não seja por modismo; eu sinceramente nem sei se ainda está em alta. Mas estou ouvindo, e é muito diferente do pop com o qual cresci nas décadas de 1990 e 2000. Confesso que não gosto de tudo, acho algumas coisas enjoativas, mas o meu "xodó" musical dentro deste nicho é o Dreamcatcher. Elas são muito Rock n' Roll (♡ˊ͈ ꒳ ˋ͈).

Eu não gosto de falar muito da minha depressão, mas em um dia ruim em que eu estiver afim de escrever, vou ter que falar. Talvez isso mostre para mim mesma que, mesmo no silêncio, não estou sozinha. Por enquanto, porém, é sobre essas pequenas coisas aleatórias que me fazem bem que ando escrevendo ✨.

20/02/2026

BOOKMARK:Trilha Sonora da Minha Vida | 🇯🇵 Só J-rock / visual kei 🖤

Sugeri alguns artistas que ouço para o GPTreta e ele fez uma playlista maravilhosa, para quem quiser ouvir ela estará no final da posatgem, tive que fazer no Youtube pois NÃO TEM  Malice Mizer no Spotify (╥﹏╥).

🌫️ Ato I — Névoa / Destino desperta (atmosférico, elegante, melancólico)

  • Malice MizerAu Revoir

  • GACKTMizerable

  • L'Arc-en-CielKasou

  • X JAPANForever Love (Last Mix)

  • BUCK-TICKMuma - Yume Muma Yume

Cena: começo da história, melancolia, beleza trágica.

🕯️ Ato II — Queda / Obsessão / Noite eterna (gótico profundo, teatral, sombrio)

  • Moi dix MoisNocturnal Romance

  • VersaillesThe Revenant Choir

  • DNight-ship “D”

  • KayaVampire Requiem

  • Schwarz SteinQueen of Decadence

Cena: decadência, vampirismo emocional, beleza sombria absoluta.

Vênus ✶⋆.˚

Há quem não goste de animais, mas a minha gorducha, que quando adotei dei o nome de Vênus, transborda amor 🐾💖.Ela está conosco há dez anos e foi meu afeto, meu apoio e meu auxílio emocional durante minhas crises de ansiedade e depressão .

Há quem maltrate os animais, há quem os defenda com unhas e dentes… eu só queria deixar registrado todo o meu amor por essa criaturinha .Às vezes ela é meio chatinha e geniosa, mas ainda tem o dom de perceber quando não estou bem e chegar pertinho para me oferecer carinho 🥹.

Amo-te ❤️✨



18/02/2026

Não é apenas uma fase II

@_pizzabacon

 Às vezes eu fecho os olhos e ainda sinto o fantasma do manequim 34,é uma memória palpável: o aperto do jeans skinny, a facilidade de sumir entre as araras de qualquer loja de departamento, a sensação de ser "aceitável" para uma cena alternativa que  ironicamente, prega a rebeldia mas idolatra a magreza extrema.A transição para o 52 não foi  fácil,foi um processo lento, barulhento e  muitas vezes, dolorido.

O Luto da Armadura Antiga

No começo eu sentia que estava perdendo minha identidade, como ser gótica, dark ou cute se as roupas que traduziam isso não me serviam mais? Parecia que o mundo queria me empurrar para o "setor das vovós", com estampas de flores tristes e cortes sem forma, como se  ao ocupar mais espaço físico eu devesse me tornar invisível esteticamente.

Mas aí eu olhei para as minhas tatuagens, aquelas que eu fiz aos 28, desafiando quem dizia que "já tinha passado da idade", elas continuavam ali, lindas, se expandindo junto comigo. Elas foram meu lembrete de que a pele é o papel, mas a história sou eu quem escrevo.

17/02/2026

Um respiro e reorganização

 

17/02/2026

Já que não podíamos fazer grandes mudanças na casa (porque a grana não permitia), usamos o que tínhamos para redecorar o nosso quarto sem mexer na estrutura de forma drmática.Incluimos uma prateleira para plantas e o projetor, colocamos uma luminária de led em formato de controle de videogame, colocamos bandeiras decorativas e quadros de filmes que gostamos, penduramos nossos instrumentos na parede e colocamos mais plantas no quarto.

O próximo passo é colocar mais prateleiras e incluir as figures de impressão 3D que pintamos.Sinto falta de uma parede contraste, mas a casa por si só já é escura, então deixamos tudo branco memso.Ah!Na cabeceira da cama colocamos uma fita de led roxa, casou bem com a luminária de controle.No geral o feriado foi produtivo, nosso próximo passo é dar uma recapitulada na sala, não tem muito a se fazer,ela é pequena, mas vamos tentar...é a parte mais escura da casa.Acho que vou comprar uma cortina lilás pro quarto, acho que quebra a monotonia de tudo muito branco.

16/02/2026

Não é apenas uma fase I

 

Às vezes eu olho para o espelho e vejo todas as camadas de quem eu fui, como se fossem adesivos colados na porta de um guarda-roupa antigo. Tem o glitter do Glam Metal, o corset apertado do Metal Sinfônico e a flanela surrada do Grunge. Tudo isso emoldurado por uma pele preta que carrega 38 anos de histórias  e algumas tatuagens que chegaram "tarde", mas no tempo exato em que recuperei meu corpo para mim mesma.

Se você me visse nos anos 2000, encontraria uma garota de manequim 34 no interior de São Paulo, tentando se encaixar em cenas que nem sempre queriam me abraçar. O meio alternativo gosta de vender a ideia de "liberdade", mas a gente sabe que, para uma mulher negra, o tribunal é mais rigoroso. Hoje, visto 52 e se o preconceito já existia quando eu era padrão, imagine agora, tentando encontrar o equilíbrio entre o cute e o dark em lojas nacionais que parecem acreditar que corpos gordos não têm estilo, apenas "necessidade de se cobrir".

O Retiro do Barulho Virtual

Houve um tempo em que minha vida era um feed aberto, uma busca constante por validação em fóruns e redes sociais. Hoje? Meu cantinho é discreto, prefiro a profundidade de poucos olhos que realmente enxergam do que o brilho raso de mil curtidas. Troquei a performance digital pela vida real, pelo toque, pelo silêncio.

Minha estética reflete esse caos calmo:

  • O Lado Cute: A nostalgia de Sailor Moon e Guerreiras Mágicas de Rayearth. Tem algo de revolucionário em manter a doçura de uma Magical Girl quando o mundo espera que você seja apenas "forte".

  • O Lado Dark: O peso de Devil May Cry e a melancolia estética que nunca saiu de mim.

  • O Lado Real: A leveza de Minha Adorável Cosplay e o humor ácido de Nagatoro.

15/02/2026

Mais um passo dado

Hoje venci mais uma! Quem passa por crises  depressivas, sabe que às vezes o simples fato de levantar parece uma maratona, mas hoje eu consegui sair de casa, mesmo querendo me isolar e não ver ninguém.

Saí, respirei ar puro e me dei o luxo de um almoço caprichado fora de casa!Foi aquele momento de "estou viva", fiquei tão feliz, que voltei pra casa com um doce/pão que meu esposo Paranaense me ensinou a gostar: cuca de doce de leite 🍰. -Parece besta, mas foi uma pequena vitória, semana passada foi o show e hoje foi o almoço.Eu estava em um período que só saia para ir até a casa da minha mãe e mais nada.

Hoje a depressão perdeu e eu ganhei uma sobremesa incrível, um passo de cada vez e hoje o passo foi bem doce. Me deu vontade de escrever e mostrar as fuças aqui.✌️

Vou deixar  fotos singelas da saída de hoje, um forte abraço pra todos!

-Mah

o tamanho desse pudim 🤏🖤

14/02/2026

Coisas simples que trazem micro-felicidade ฅ^>⩊<^ ฅ₊˚⊹♡

Sabe aquele ventinho fresco entrando pela janela num dia quente? Ou o cheirinho de café passando, mesmo quando você nem estava com tanta vontade assim? Micro felicidade é isso: pedacinhos bobos de alegria que aparecem sem avisar.

É encontrar uma música antiga e lembrar de um momento bom.É deitar na cama com lençol limpinho, é receber uma mensagem nada importante, mas de alguém que você gosta,pequenas coisas, quase invisíveis  mas que dão um “quentinho” no peito.Eu ando feliz com coisas bobas sabe?Eu assisto a novela das seis todos os dias com meu companheiro no Globoplay, é um respiro após um dia pesado, depois assistimos desenhos e séries até pegarmos no sono no sofá.Esses dias meu companheiro comprou um projetor, para assistirmos desenho no aconchego da nossa cama... parece bobagem, dinheiro que poderia ser investido em outras coisas, mas nós somos caseiros e nada melhor do que deixar onde permancemos por mais tempo do jeito que queremos.

Essa foi a primeira casa que não pude decorar trevosamente do jeito que gosto, a dona é meio chata, mas meu escritório, esse está com a minha cara e é o canto onde mais gosto de ficar.Comprei uma câmera mês passado, eu via bastante propaganda dela no Instagram, a qualidade das fotos não é a melhor, mas eu fico tão feliz de fotografar minhas coisinhas (⌒ω⌒). Coisas simples me deixam mega feliz e aos poucos estou voltando a fazê-las, não com a velocidade que eu gostaria, mas do jeito que dá.

A depressão toma muito a minha energia, há dias que eu de fato mal consigo fazer as coisas, levantar da cama é uma vitória, estou reaprendendo a conviver com essa rotina menos agitada, por isso que coisas simples me deixam alegre, parece bobeira, mas sair para tomar café fora é algo que me deixa feliz.Ir ao shopping em horários que ele está vazio também.Não sou uma entusiasta deste lugar, vou ao cinema e para comprar coisas que eu preciso e vou embora.

Ir a parques/bosques me deixa feliz, sentir a brisa, ouvir o barulho das folhas balançando contra o vento, isso me tranquiliza e me deixa feliz. Ouvir o barulho da chuva e o cheiro de terra molhada, me trás uma paz, coisas simples, apenas coisas simples.
No fim, a vida não é feita só de grandes conquistas, às vezes a verdadeira magia mora no gole de água gelada, no céu do fim da tarde ou naquele sorriso bobo sem motivo nenhum. ₊˚⊹♡

Algumas fotografias

13/02/2026

O que significa ser “alternativa” hoje

 Ser “alternativa” já foi sinônimo de ruptura visível. Era o preto contra o colorido do mundo, o estranho contra o comum, o grupo contra a norma. Hoje, porém, ser alternativa não é mais um uniforme  é um estado interior.Mas ainda existe um outro tipo de alternativa:Ela não precisa de tribo fixa, nem de rótulo, caminha entre subculturas sem se prender, mistura doçura e melancolia, sombra e delicadeza. A alternativa de hoje pode ser introspectiva, quase invisível, uma presença suave que resiste mais por sensibilidade do que por confronto. Não é necessariamente oposição ao mundo, é  muitas vezes, refúgio dele.

Ser alternativa hoje pode significar:

  • escolher profundidade num tempo superficial

  • cultivar interioridade quando tudo exige exposição

  • sentir intensamente em um mundo anestesiado

  • construir identidade como processo, não como etiqueta

Há algum tempo venho pensando sobre essa palavra  alternativa, ela já me pareceu tão concreta, quase palpável. Como se fosse possível apontar: está ali, naquele modo de vestir, naquela música, naquela postura diante do mundo, mas hoje, quando olho com mais silêncio do que certeza, sinto que ser alternativa se tornou algo menos visível e muito mais interno,não é mais sobre pertencer completamente a um lugar,talvez nunca tenha sido.

Ser alternativa, para mim, não é resistência barulhenta, é permanência. É uma forma delicada de não se dissolver, não se trata de ser contra tudo, mas de não se abandonar para caber. Há uma suavidade nisso  e também uma solidão inevitável. Ser alternativa, hoje, talvez seja algo quase imperceptível para o mundo exterior, não é necessariamente sobre parecer diferente, mas sobre continuar sendo, mesmo quando tudo empurra para a diluição.

Entre idas e vindas, eu ainda resisto e mesmo que eu tenha tentando viver mais no Mainstream, isso não funcionou para mim.Era como se uma parte de mim faltasse, como se minha essência estivesse sido privada de ser do jeito que é. Nunca procurei pertencer a um grupo especifico, eu apenas tento desde meus doze anos manifestar minha excentricidade e individualidade como ela é, como a Marcela de fato é. Não é sobre ir a eventos e tão pouco ouvir música alternativa, eu gosto de Kpop, aprendi a gostar!É se reinventar, evoluir a cada dia e a cada fase da vida, sem deixar de reivindicar  o seus direitos e não se permitir podar para caber.

Não é sobre consumismo para ter uma roupa bonita para dar close em rede social, é tentar sorrir quando olhares tortos lhe cercam, quando aquela amizade tem vergonha de você, mas sabe que é cômodo ficar como amigo, é quando seus parentes questionam sua maturidade e seu senso de responsabilidade, única e simplesmente pela roupa que você usa, nesse aspecto roupa é apenas roupa, muitas vezes descartável quando você está de corpo presente.É estado de espirito e direito de ser quem é e como é.

12/02/2026

Show do Gackt ⋆. 𐙚 ̊.✦ ݁˖♡⸝⸝


Eu não fui ao show do Kamijo  pois fui ao show da Tarja e Hietala, mas quando fiquei sabendo do show do Gackt, Deus do Céu comprei o ingresso e quero que a minha TAG e meu pânico explodam (vou estar medicada, isso vai me ajudar 🙏🙏🙏).Mas falando sério, a última vez que fui para algum show, foi justamente ao show da Tarja e Hietala, após a internação ficou difícil ter ânimo para sair, não me apetece mais ir em bares, prefiro shows e afins, só quem vive com depressão sabe como é uma luta sair de casa quando se está em crise, mas vou conseguir e vou estar firme e forte, já que comprei hoje o ingresso °˖✧◝(⁰▿⁰)◜✧˖° {24/01/2026}.


09/02/2026

Devagar e sempre ༉‧₊˚.

 Comecei a me dedicar ao desenho em 2001. Antes disso, não fazia tantas coisas, mesmo rabiscando algo aqui e ali quando eu era criança. Foi aos 14 anos que passei a me dedicar com mais afinco aos meus primeiros rabiscos. Hoje, com quase 38 anos, eu poderia estar bem mais aplicada, mas a vida tem disso. A auto-sabotagem tem disso e é o nosso próprio e pior inimigo.

Tudo para mim é novo. Há uma enxurrada de artistas jovens mostrando o seu trabalho, mas o que me deixa orgulhosa é que tenho meu próprio estilo e posso desenvolvê-lo, apesar de pouquíssima técnica. Estou em um rompante sem criatividade (eu sei). Não consigo estudar, apesar de ter um plano de estudos pronto. O que me dá vigor é rascunhar para o blog e não deixar esse meu lado artista morrer.Sei que há uma estrada a percorrer, mas saí de uma depressão profunda e ainda estou confusa sobre quais passos dar mais adiante, pois minha vida antes dessa crise depressiva, que me obrigou a me internar, era outra. Quando digo que tudo é novo para mim, de fato é ദ്ദി ༎ຶ‿༎ຶ ).

O desenho digital faz com que eu me sinta uma “boomer”. Tenho um curso gratuito de Autodesk Sketchbook parado no mesmo lugar, pois não consigo entender como usar a ferramenta que comprei para me atualizar. Até usar o ChatGPT para me mostrar o que devo melhorar, estou fazendo  e vocês nem imaginam como há coisas.Chega a ser engraçado, pois o mundo de hoje me obriga a correr contra o tempo e eu, eu apenas quero andar bem devagar, de verdade. Agora me vejo tendo que desenhar formas e círculos  e está tudo certo ᕙ(  •̀ ᗜ •́  )ᕗ.



Esse desenho é de 2004 e meu estilo  de desenhar é o mesmo desde então
-Mah