Queria deixar apenas registrado, mesmo que esse show tenha sido em 2024, ele foi especial pra mim.Estava com essa postagem guardada no meu blog de rascunhos e decidi postar aqui.Esse show aconteceu em 13/10/2024.
06/09/2025
Bookmark: Show do The Mission e chega de Dark Romance!
23/08/2025
Animes de Conforto
Animes de conforto são algo novo pra mim. Eu só assistia ao que eu gostava e pronto. Mas acabei descobrindo com My Dress-Up Darling, que tenho um anime conforto (é justamente esse mencionado). É interessante: quando a gente é criança/adolescente não tem consciência, mas tive coisas que me traziam conforto.No começo de 2010, foram as séries Lei e Ordem e NCIS. Também foi a novela Avenida Brasil; meus filmes antigos favoritos, como o musical Hair e Sem Destino também me traziam conforto. Nos anos 2000, era Cold Case e Supernatural, mas eu nunca tive outro desenho até então, além de Sailor Moon como desenho de conforto.Hoje, minhas séries de conforto são O Mentalista (que estou revendo), Criminal Minds, Bull e The Rookie.
Meu companheiro lia My Dress-Up Darling e me recomendou ver o anime e eu me apaixonei! Gosto muito de Fruits Basket, Don’t Toy Me, Miss Nagatoro e You and I Are Polar Opposites, mas nada se compara ao desenho da Marin (não é à toa que o template é todo dela). Por mais que eu não consiga ficar acordada tempo o suficiente após a novela das seis, para assistir aos meus animes, toda vez que consigo assistir é como se meu dia melhorasse 100%! É tão gostoso desligar a mente do mundo um pouco… E sendo adulta eu penso que, se tivéssemos filhos, faríamos um esforço para repassar esse ritual pra eles: sentar sem telas (pois sim, a gente fica longe delas após as 19h) e assistir a algo reconfortante (ok, amo séries policiais, algo que não é tão leve assim).
Faz tempo que não faço escalda-pés, tampouco jogo (tem um jogo chamado Fields of Mistria que estou curiosa pra jogar), pois me falta disposição. Esses dias consegui retomar a leitura de um livro que comprei. Estou com a meta de ler pelo menos trinta páginas uma vez por semana; isso tira a culpa que tenho de ter um monte de livros comprados e não lidos. Quando terminar esta leitura (talvez eu fale aqui sou péssima para resenhas), vou escolher outro livro da minha coleção para ler.
Mas voltando ao anime conforto, a pergunta que não quer calar: qual é o anime conforto de vocês? E por quê?
No meu caso é porque é uma trama leve, meio inocente, apesar de ter umas partes meio que digamos, seja meio “porn leve”. Mas é tudo tão leve, fofo… e é isso que meus dias precisam: leveza.
Bem a postagem de hoje foi essa!
Fiquem bem, abraços
03/05/2025
Talvez eu sempre tenha sido muitas...
Estou aqui devorando uma barra inteira de chocolate, enquanto a minha ansiedade rola solta. O(s) último(s) livro(s) que comprei não consegui ler, mas estou aqui escrevendo sobre a minha dualidade.Além de ser introvertida (ok, eu repito muito isso aqui, mas tenho que salientar: eu só atraio gente extrovertida equilíbrio que chama?), tenho um estilo que naturalmente chama atenção. Já passei (hoje isso não me acontece mais) por situações bem chatas no passado, em que pessoas me tratavam como uma atração circense: me fotografavam sem permissão, me tocavam sem consentimento e me abordavam na rua para fazer algum tipo de questionamento tosco. Meu visual nem é tão transgressor assim, mas, sendo negra e do interior, esse tipo de coisa acontece.
Quando morei em uma capital meio que comecei a me descobrir, isso foi fluindo melhor a minha dualidade. Mas demorou anos (e muita terapia) para que eu ficasse em paz, começasse a estar em paz comigo mesma. É muito estranho pra mim ter um único visual. Não falo de instabilidade, mas de poder transparecer tudo o que você gosta em uma mesma roupa, ambiente e vida. Posso soar meio redundante às vezes, mas, sinceramente estou parando de ligar.
Estou aprendendo a me celebrar. Falando sobre racismo (isso inclui o estrutural), demorei a compreender que o negro não merece estar abaixo, ser sempre agressivo ou sem celebrar. Eu mereço sim, ser celebrada por mim mesma e por outras pessoas. Demorei a entender que desenhos e poemas que ganhei de gente que me conhecia apenas à distância, eram uma celebração de quem eu sou.Eu tenho uma certa dificuldade em aceitar presentes. Imagine alguém chegar com um desenho feito inspirado em você? Não estou aqui para me gabar, longe disso, mas para mim até pouco tempo atrás, era incompreensível receber esse tipo de carinho e admiração.
Imagine tentar lidar com a minha dualidade: uma pessoa introvertida chamar atenção. Teve uma época em que pessoas me abordavam apenas para me elogiar.Para uma pessoa que foi excluída por ser quem é, ser celebrada é bom e ao mesmo tempo, complicado de compreender. A gente quando se acostuma a vivenciar apenas um lado da moeda, demora a enxergar o outro.
04/01/2025
Estou envelhecendo: e pareço não me encaixar...
Estou mais perto da menopausa do que de qualquer outra coisa. Sinto-me presa, por vezes, ao que já fui; noutras vezes, me sinto liberta. Mas estou mais fora do que dentro de mim. Não falo que estou fora de mim diante da loucura, pois esta é minha amiga já faz um tempo. Flerto com ela, a ponto de surtar. Falo que estou saindo de uma caixinha e, sim, me questionei sobre não me encaixar mais a moldes.
Sinto tédio no padrão. Não falo isso porque sou alternativa; falo que até dentro do alternativo há um padrão. Sinto tédio de ver as mesmas trends dez, vinte, cinquenta vezes num mesmo dia, em tão pouco tempo. Por vezes, me pergunto: “Será que essa pessoa tem uma alma, além da performance?”. Eu pareço não me encaixar e não me encaixo , pois tento (e consigo) imprimir a minha face em tudo que faço. Por isso que eu não cresço. Mas quem se importa? Talvez a Marcela de 20 anos atrás se importasse, tão jovem e insegura.
É que eu percebi que o tempo é curto, curto demais para se importar. Que a saúde é frágil demais para se importar em performar. Que a saúde está alinhada com nossa essência, e deixá-la de lado adoece. Por isso que eu não me encaixo. Não me encaixo nessa padronização louca de números, de dancinhas, de performance. Por trás da tela, há uma mulher humana, que está envelhecendo. E, por mais que em algumas noites isso lhe dê medo, em outros dias ela se sente abençoada por ainda estar aqui, em meio a tantos que se foram.
Eu estou envelhecendo. Eu não me encaixo onde não caibo, e acho bem melhor assim, pois nem sempre a minha mesa está posta. Nem sempre estou com saco de usar uma roupa bonita e uma maquiagem que imprime a minha excentricidade. E, mesmo assim, eu não deixo de ser eu. A minha performance é minimalista, pois é real, pois é a vida.
Que bom que eu não me encaixo!

